quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

sete filmes e umas opiniões

bora falar de filmes? só um pouquinho? não sou crítica de cinema, não ganho pra isso, mas sou curiosa e assisto muitos. ai me dei o direito de dar dicas pra quem quiser dicas. então, vamos lá:

cloud atlas - aqui traduzido como a viagem...a viagem de quem? do tempo? das nuvens? achei uma baita forçação de barra, mas acredito que a resposta seja o finalzinho do filme...eu não sabia, mas o filme foi adaptado de um livro. dizem que o livro é maravilhoso. bom, a viagem foi mesmo uma viagem. são várias histórias que vão se montando ao longo do imenso filme. eu achei que as histórias iriam realmente se entrelaçar, sabe? tipo, a mãe do cara é a bisavó de outro e enfim, que as histórias fossem continuações. mas não são. são histórias que se tocam por algum motivo, sutilmente. uma decisão aqui deságua numa crise ali. uma usina nuclear explode e o futuro fica fudido. tipo coisas assim. ai ficam várias histórias pipocando, você procura a ligação entre elas e a tal ligação é bem tênue. enfim, os atores são de primeira grandeza (tom hanks, hugh grant, halle berry, hugo weaving, entre outros) que se revezam em papéis no passado, presente e futuro. a única ligação entre todos, que o diretor achou por bem colocar no filme, é uma marca de uma estrela cadente na pele dos personagem, a mesma marca se repete entre eles. ficar tentando descobrir quem é quem dá uma distraída e a gente se perde às vezes. algumas histórias são realmente boas. mas elas são tão diferentes entre si que dá uma sensação estranha. tipo uma cena de pura adrenalina no alto de prédio, pula pra outra cena água com açúcar. chega uma hora que cansa. mas aconselho ver. alguns efeitos especiais são legais, outros são toscos, mas em geral é um bom filme. um final bobo e previsível.


 detachment - é um filme de 2011, velho (velho? sim, nos tempos de hoje...) eu não sei se foi para o cinema ou se vai. eu baixei da internet e quem tiver oportunidade, veja. eu nem sei se tem tradução para o português. bom, pra começo de conversa eu amo o adrien brody. sou fã. nesse filme ele faz o papel de um (santo) professor substituto. é um drama. na verdade o filme mostra como tem gente maluca nos estados unidos, nas escolas. professores, alunos, pais, diretores. aliás nem é só lá, acho que acaba sendo um retrato do que acontece por aqui também já que temos pais que vão tirar satisfação de professores por darem notas baixas aos filhos, alunos que batem em professores, alunas que só querem se exibir, estudantes  homofóbicos, bullying, professores que ganham mal, enfim. a história desse professor sofrido se mistura com a história de uma menina que se prostitui; a mãe que se suicidou; uma aluna gordinha apaixonada e outras tantas mazelas que vão te dando um sufocamento no peito. elenco bom. brody fez filmes como o pianista, a vila, meia-noite em paris...tem ainda  james caan, aquele escritor que sofreu horrores no filme misery (a adaptação do conto do stephen king, lembram?); a lucy liu , das panteras; marcia gay harden que fez o nevoeiro (também uma adaptação de um conto do stephen king) e fez o sorriso de monalisa. tem outros tantos que já conhecemos, não vou me alongar.  detachment significa indiferença e ela está presente em toda a fita, seja dos alunos pelos professores, seja dos professores com a família, seja da família com os alunos. enfim, todos eles se desprezam e são indiferentes. e tudo tem uma consequência. as cenas são fortes e muito bem pensadas, e alguns elementos gráficos dão um toque especial. vale muito a pena. em tempo, o diretor tony kaye é o mesmo de a outra história americana (aquele sobre racismo que rendeu ao edward norton a indicação ao oscar).

about cherry - eu não sei a tradução no brasil. é outro drama. em resumo é a história de uma moça que começa a fazer fotos nuas e acaba na indústria do filme pornô. mas é tudo tão leve, tão plástico, que o pornô é detalhe. a protagonista faz tudo com tanta ingenuidade, leveza, bom humor, que deixa o filme bem bom de se ver. sem compromisso. sem dramas. sem discurso de politicamente correto, nem julgamentos do que é certo ou errado. não é um filme pesado com todos aqueles clichês do meio pornográfico, é claro que se fala de drogas, preconceito, decadência, mas tudo sem enfiar o dedo na ferida. eu particularmente gostei muito. mesmo sendo meio raso. no elenco gente boa como james franco (que fez homem aranha, 127 horas, planeta dos macacos); dev patel (de quem quer ser bilionário); a protagonista ashley hinshaw é uma modelo que fez aquela série gossip girl e apareceu em seriados como fringe. gostei dela, deu esse ar leve ao filme. lili taylor faz uma ótima mãe bêbada (ela é a mocinha do filme a casa amaldiçoada, ou the haunting). pra finalizar cito a linda heather graham que a gente conhece pelo papel de patinadora num filme que também trata de pornografia o boogie nigths, e também no chatérrimo austin power.


até que a sorte nos separe - brasileiro. comédia. é a história de um personal treiner que fica milionário com a loteria e ao logo do tempo perde tudo e fica com medo de contar para a família. é bobo. é pra rir porque o  leandro hassum é um dos caras mais engraçados que temos por aqui. tem uma danielle winits fazendo uma ótima perua estereotipada. um aílton graça engraçadissimo e pronto. filminho pra ver sem muitas expectativas. não pagaria pra ver no cinema, vi em casa e ai valeu. algumas cenas impagáveis (na hora do designer de interiores) e outras absolutamente dispensáveis, colocadas lá só pra mostrar o hassum gordo fazendo piada de gordo.

django livre- você gosta de quentin tarantino? então veja. ele tá todo lá. inclusive numa participação mega especial como ator. e assim, acho uma chatice esse papo spike lee de que é um desrespeito aos seus antepassados. chatice do caralho esse discurso. é um filme sim que trata de escravidão, misturado a um western spaguetti, com pitadas de humor, sarcasmo, horror, depressão, enfim, tarantino. a certa altura você se pergunta: e cadê o sangue? ai ele aparece, em doses comedidas (com cenas fortes claro, mas já vimos coisas piores, vai). filme longo, mas que vale cada segundo. elenco de primeira: jammie fox faz o django (fácil reconhecer, ele é o ray, o filme do ray charles); o maravilhoso christoph waltz que novamente deu um show. ele me conquistou em bastardos inglórios, também do tarantino. aliás o tarantino gosta de repetir ator, neste também tá lá novamente o samuel l.jackson, que já fez  pulp fiction, kill bill 2, jackie brown e também bastardos inglórios. o leonardo dicaprio também merece nota (dizem que na cena que ele machuca a mão o sangue é de verdade , ele realmente se cortou e levou pontos na vida real, mas não abandonou o personagem nunca). o tarantino ganhou globo de ouro pelo roteiro. e uma curiosidade, ele escreveu o papel para o will smith, que não topou fazer. tarantino se baseou numa série de filmes django de 1966, que foi estrelado por franco nero, que fez uma ponta no django livre (com d mudo!). destaque para a música, presta atenção na música. ah e na cena da reunião da futura kkk. ri muito.

o hobbit, uma jornada inesperada - pra quem leu o livro é uma decepção. a história de bilbo bolseiro foi divida para render mais. tanto que vem ai os hobbits dois e o três. enfim, vale assistir no cinema por causa do 3d e dos 48 quadros, os tais 48 frames que deixam tudo muito mais definido. fora isso, deixaram a história boba, numa tentativa de resgatar o clima de senhor dos anéis e no fim ficou quilômetros de distância. tem até algumas coisas bem chatas como a cantoria dos anões. tudo muito previsível. mas os efeitos em 3d...muito legal. o ator que fez o hobbit fez guia do mochileiro das galáxias. e temos por lá também o galdalf, o gollum, mas nada surpreendente. (a luta com os orcs valeu, é legal).

sete psicopatas e um shih tzu - engraçado. mas daqueles engraçados de sorrisinho, nada de gargalhadas sem fim. quer dizer, dependendo do que você entende por humor. eu sorri, mas vi gente chorando de tanto rir. comédiazinha com elencão. destaque para sam rockwell (que a gente conhece pelo guia do mochileiro das galáxias também, e ainda outros como as panteras) e woody harrelson que nem precisa de apresentação e o 'deus' chistopher walken que também dispensa comentários. 

é isso. filmes pra ficar bem longe: 
atividade paranormal 4 - mais um da franquia. fuja, mas fuja correndo muito. nada presta, nada.
exit humanity  - tem a pretensão de ser filme de zumbi cult. tosco e chato.



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